segunda-feira, 12 de março de 2012

Jardim França Borges ou Jardim do Principe Real

Vista parcial
Jardim Municipal plantado entre 1859 e 1863 é uma homenagem ao jornalista e republicano França Borges.
No subsolo do jardim encontra-se o reservatório de água patriarcal, construído entre 1860 e 1864, que faz parte do museu da EPAL.
António França Borges (1871-1915)
Nasceu em Sobral de Monte Agraço, no dia10  de Janeiro
Destacou-se como jornalista e como grande lutador e defensor dos ideais republicanos .
Foi fundador e director do Jornal "O Mundo" (1900).
 Filiou-se na maçonaria, e terá sido Presidente da Loja Maçónica "O Futuro" (1905).
Foi eleito deputado pelo Partido Republicano (1912)
Cedro-do-Buçaco ex-libris do jardim, com mais de 20 metros de diâmetro



Cedro-do-Buçaco ex-libris do jardim, com mais de 20 metros de diâmetro

Pormenor do Jardim. A esquerda o Busto de Sousa Viterbo
Francisco Marques de Sousa Viterbo (1845-1910)
Nasceu no Porto e faleceu em Lisboa.
Licenciou-se em Medicina e foi o primeiro director da Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Ainda no Porto foi redactor de vários jornais, actividade que continuou depois em Lisboa Dedicou-se á arqueologia, tendo sido professor da disciplina na Academia de Bellas-Artes de Lisboa
Foi também Cronista do Diário de Notícias durante quase 30 anos.
A  Câmara Municipal de Lisboa, em conjunto com o Diário de Notícias, dedicaram-lhe um busto em bronze sobre peanha de pedra, no jardim do Príncipe Real, ou de França Borges.
O Busto é da autoria de Francisco Santos.
Na peanha esta gravada a seguinte frase: " Por subscrição promovida pelo Diário de Notícias, Lisboa 1912".



Árvores centenárias


Árvores centenárias

Pormenor do jardim com a esplanada á esquerda.
Ao fundo o Parque Infantil


Um dos quiosque aberto e com cliente.

Casario vendo-se ao fundo a basílica da estrela

Vista da ponte sobre o tejo.




MERCADO BIOLÓGICO DO PRÍNCIPE REAL

Todos os sábados na parte da manhã realiza-se no Parque do Príncipe Real uma exposição e venda de produtos biológicos. Frutas e hortaliças frescas e também cereais, azeite, pão, vinho, tudo de produção biológica.
É uma colaboração da Agrobio e da CML.

Aproveite e visite o jardim agora com novo visual.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Perspectiva das Coisas, A Natureza-Morta na Europa, 1840-1955

Em exposição no Museu Calouste Gulbenkian até 08-01-2012.

Algumas das obras que podem ser apreciadas:

Ramos de Castanheiro em Flôr (1890), de Vicente Van Gogh

Cesto de Limões e Garrafa (1888) de Vicente Van Gogh

Natureza-Morta com Maças (1878), de Paul Cézanne

Natureza-Morta (1872) de Claude Monet

O Retrato (1935) de René Magritté

Natureza-Morta com Pote de Gengibre e Beringelas (1890-1894) de Paul Cézanne.

Ramo de Dálias, de Henri Matisse

Vista de Baia,1921, de Juan Gris


Tabuleiro de Xadrez, copo e prato (1917), de Juan Gris


Nature-Morte Blue (1932), de Maria Helena Vieira da Silva

Natureza-Morta:Bach(violino Bach),1912, de Georges Braque.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Basílica da Estrela

1ª igreja do mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus 
Construída na 2ª metade do século XVIII

D. Maria I, filha de D. José I, prometeu, no dia do seu casamento, que mandaria construir uma Basílica do Sagrado Coração de Jesus e um convento para as religiosas Carmelitas Descalças, caso tivesse um filho varão para herdar o trono.
O seu desejo foi atendido, o herdeiro nasceu em 20 de Agosto de 1761, foi baptizado com o nome de José, príncipe da Beira e duque de Bragança.
D. Maria escolheu então o local conhecido por Casal da estrela, propriedade da Casa do Infantado para a construção da Basílica, que teve início em 1779
 Consta que o filho de D. Maria acabaria por morreu com varíola dois anos antes da inauguração da igreja.
Início da Construção em 1779 e sua conclusão em 1790.
O projecto e a construção ficou a cargo de Manuel Vicente de Oliveira, arquitecto da Casa do Infantado, e depois da sua morte em 1786 coube a Reinaldo Manuel dos Santos a conclusão da obra. 
Características do estilo barroco, final do estilo neoclássico.
As estátuas que adornam a fachada e a escadaria são da oficina de Machado de Castro.
O interior é de grande imponência arquitectónica, revestido pedra de Lioz, mármores branco de Pêro Pinheiro, azuis de Sintra, rosas de Negrais, amarelos de Lousa e negros de Cascais. De realçar as várias pinturas da escola artística Italiana Pompeo Girolamo Batoni 
O túmulo de D.Maria I, estilo império encontra-se no transepto direito.
É a única monarca da dinastia de Bragança que não se encontra no Panteão dos Braganças, em S. Vicente de Fora.
Também se pode ver no interior um presépio mais de 500 peças de Machado de Castro, feitas em cortiça e terracota.











D.Maria I é a  27ª. Monarca de Portugal, Maio de 1777-1816
Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança
Nascida em Lisboa, 17-12-1734 ---Falecida no Rio de Janeiro, 20-03-1816.
Filha primogénita de D. José I ( rei de 1750-1777)
Filha de D. Maria Vitória de Bourbon, infanta de Espanha.
Casou em 1760 com o tio infante D. Pedro, príncipe do Brasil, que, pelo casamento, veio a ser o rei consorte D. Pedro III
Por sofrer de doença mental D. Maria I foi afastada do trono em princípios de 1792 e o príncipe D. João assumiu a regência em 1799
Do casamento de D.Maria com D. Pedro nasceram:
  • José, que casou com a tia D. Maria Francisca Benedita, e faleceu em 11 de Setembro de 1788 ( com apenas 17 anos);
  • João, infante de Portugal, que faleceu em 1763:
  • João VI, nasceu em 1767  foi príncipe regente  e viria a suceder no trono, em 1816, após a morte da mãe.
  • Maria Clementina, 1774-1776
  • Maria Isabel, 1766-1777
  • Maria Vitória Josefa, 1768-1788 (em Madrid)
Túmulo de D.Maria I, no transepto direito da Basílica da Estrela




domingo, 9 de outubro de 2011

VIK MUNIZ em exposição no CCB

Vicente José Oliveira Moniz, VIK MUNIZ, artista plástico e fotografo, nascido em São Paulo, Brasil, em 1961. Reside e trabalha em Nova Iorque




Utiliza nas suas obras os materiais menos habituais, tais como lixo, arame, linhas, açúcar, chocolate, terra, e outros materiais dos mais insólitos que se possa sequer imaginar, diamantes, caviar, etc.
O resultado é uma obra fantástica de mais de uma centena de trabalhos, alguns dos quais em exposição no Centro Cultural de Belém até ao final de 2011.
Eis algumas dessas fotos.
















terça-feira, 9 de agosto de 2011

Igreja de S. Vicente de Fora

Também conhecido como Mosteiro de S. Vicente de Fora. De Fora porque foi construído do lado de fora das velhas muralhas então existentes.

Em 1147 após a conquista de Lisboa aos mouros D. Afonso Henriques terá mandado construir um templo, em cumprimento de uma promessa feita na invocação do mártir S. Vicente durante o cerco.
Este santo foi proclamado em 1173 o padroeiro de Lisboa.
Em 1582 no local do primitivo templo teve início a reconstrução da Igreja de S. Vicente, que ficou concluída em 1627, sendo a sua traça da autoria do arquitecto Filippo Terzi.
A imponência actual do monumento foi da responsabilidade do arquitecto João Frederico Ludovico, nomeado em 1720 mestre arquitecto das obras do real mosteiro de S. Vicente de Fora.


Igreja de S. Vicente de Fora

Na fachada destacam-se as estátuas de 7 santos, são eles de cima para baixo e da esquerda para a direita: São Bruno - São Norberto - São Vicente - Santo Agostinho - São Sebastião - Santo António - São Domingos.



Concentração de Pombos junto á entrada da Igreja S. Vicente

A Igreja esteve encerrada durante tres anos para restauro e reabriu em 22-01-201, precisamente no dia de S. Vicente.
A cerimónia foi presidida pelo cardeal patriarca de Lisboa D. José Policarpo.

















O antigo mosteiro agostiniano adjacente à Igreja conserva a sua cisterna do século XVI e vestigios dos antigos claustros.
Bem conservados encontram-se painéis de azulejos do século XVIII representando cenas da conquista de Santarém e de Lisboa por D. Afonso Henriques.
Também se pode apreciar painéis de azulejos representando as fábulas de La Fontaine.

Entrada de Acesso ao Museu e Claustros do Mosteiro














Do terraço pode observar-se toda a zona envolvente, o Tejo e o Panteão Nacional, ali ao lado.